Por que cães e gatos sofrem mais com o calor
Cães e gatos não suam pelo corpo como nós. Eles eliminam calor principalmente pela respiração ofegante e, em menor escala, pelas almofadas das patas. Quando o ambiente está quente e úmido — como é comum no verão de Florianópolis —, essa troca de calor fica menos eficiente, e a temperatura do corpo pode subir mais rápido do que o tutor imagina.
Quem precisa de atenção redobrada
Todo pet pode sofrer com o calor, mas alguns têm mais dificuldade para se refrescar:
- raças de focinho curto, como pug, buldogue, shih-tzu e gatos persas, que respiram com menos eficiência;
- pets idosos, filhotes e animais acima do peso;
- pets de pelagem densa ou escura;
- animais com doenças cardíacas, respiratórias ou outras condições de saúde já acompanhadas pela veterinária.
Se o seu pet se encaixa em algum desses grupos, vale conversar na próxima consulta sobre os cuidados específicos para o verão.
Passeios: horário, asfalto e areia
Prefira passear no começo da manhã ou no fim da tarde, evitando os horários de sol mais forte. Leve água fresca e faça pausas na sombra, principalmente em caminhadas mais longas.
Asfalto, calçadas e areia aquecidos pelo sol podem queimar as almofadas das patas. Um teste simples: encoste o dorso da mão no chão por alguns segundos. Se estiver desconfortável para você, está quente demais para o seu pet.
Na praia, vale o mesmo cuidado: procure horários mais frescos, ofereça água doce com frequência e garanta um lugar com sombra para descanso. Exercício intenso no calor, como correr atrás da bolinha por muito tempo, pode ser demais mesmo para cães acostumados.
Nunca deixe o pet sozinho no carro
Esse é um dos cuidados mais importantes. Segundo a American Veterinary Medical Association (AVMA), a temperatura dentro de um carro estacionado pode subir cerca de 11 °C em apenas 10 minutos — mesmo em dias que não parecem tão quentes. Deixar a janela entreaberta não resolve. A regra é simples: se você não pode levar o pet junto ao descer do carro, deixe-o em casa.
Em casa: água, sombra e ventilação
Mantenha água fresca e limpa sempre disponível, de preferência em mais de um ponto da casa — isso ajuda especialmente os gatos, que costumam beber pouco. Troque a água com frequência nos dias quentes.
Garanta que o pet tenha acesso a ambientes ventilados e com sombra durante todo o dia. Pets que ficam no quintal precisam de abrigo protegido do sol, e não apenas de uma cobertura que esquenta ao longo da tarde. Dentro de casa, deixar o pet escolher pisos frios e cantos mais frescos já faz diferença.
Sinais de alerta que pedem avaliação veterinária
Fique atento se o seu pet apresentar, durante ou depois de um período de calor:
- respiração muito ofegante, que não melhora com descanso;
- salivação excessiva;
- fraqueza, desequilíbrio ou dificuldade para ficar em pé;
- vômito ou diarreia;
- confusão, apatia ou desmaio.
Em gatos, respirar de boca aberta é incomum e merece atenção. Diante de qualquer um desses sinais, não tente avaliar sozinho a gravidade: procure atendimento veterinário o quanto antes.
